Monfortinho, a “fonte santa” que cura portugueses e espanhóis

241 Shares
240
0
1

Ainda no reinado de D. João V, o irmão do monarca, Infante D. Francisco, manda edificar no local a primeira estrutura (outras fontes dizem que a estrutura já existia e que o infante a reconstruiu). Tratava-se um pequeno Banho Público, de dois metros de largura por quatro metros de comprimento. O motivo é curioso: amante da caça, D. Francisco terá construído o Banho por ali se haverem curado da sarna alguns cães da sua matilha.

Fama atrai espanhóis

Os Banhos em Monfortinho ganham fama e trazem cada vez mais gente, dos dois lados da fronteira. Atraídos pela capacidade das águas em curar várias enfermidades, os espanhóis vinham em grupos cada vez maiores, superando até os portugueses. Sem sítio onde dormir, improvisavam barracas feitas de ramos de árvores.

Atraídos pela capacidade das águas em curar várias enfermidades, os espanhóis vinham em grupos cada vez maiores, superando até os portugueses. Sem sítio onde dormir, improvisavam barracas feitas de ramos de árvores.

Já em meados do séc. XIX, em 1859, o médico António Pedrosa Barreto visita a Fonte Santa, acompanhando uma filha, que sofria de eczema. Na descrição que faz do local, conta que era “inteiramente isolado”. O próprio médico não teve outra hipótese de alojamento se não uma cabana coberta de colmo e folhagem, onde só se entrava de joelhos. A cura aconteceu em poucos dias, o que impressionou o médico ao ponto de se dedicar a estudar estas águas.

Termas de Monfortinho

É graças a outro médico, no entanto, que as Termas de Monfortinho conquistam o seu lugar de destaque no termalismo português. Em agosto de 1899, José Gardete Martins, então estudante de Medicina no Porto, acompanha ao local uma tia, que padecia de uma hepatite (e que lhe pagava os estudos…). Ao chegarem, depararam com 16 cabanas de colmo dispersas pela encosta, onde ficavam alojados os frequentadores.

241 Shares
Também pode gostar

Estâncias termaisTermas do Carvalhal, uma história com 200 anos

A tina do juiz Em 1892, Alfredo Lopes faz a descrição das nascentes. Nesta altura já existia um “modesto balneário”, para onde era conduzida a água de quatro das nascentes. Outra nascente era destinada para ingestão, embora a sua água…

Estâncias termaisCuria, a água que curou o engenheiro francês

Como um rastilho, a notícia espalhou-se entre portugueses e franceses. A afluência de doentes acentuou-se, apesar da ausência de instalações, tendo o município autorizado a edificação de uma barraca de madeira, que permitisse a prática do banho sem que os…