Luso: roteiro pela vila termal (e arredores)

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Os territórios onde estão implantadas as estâncias termais da rede Termas Centro são verdadeiramente deslumbrantes. Um período passado nas Termas é, por isso, recompensador de diversas formas. Além de contribuírem para a regeneração do corpo, sendo eficazes no tratamento de várias doenças e sintomas, as Termas constituem também um bálsamo para o espírito – uma visita às Termas é o argumento ideal para se conhecer o melhor que a região Centro tem para oferecer, ao nível das paisagens naturais, do património, da cultura e da gastronomia!

As Termas de Luso são um exemplo paradigmático do muito que há para ver e fazer numa visita a uma estância termal. Inseridas na encosta da Serra do Buçaco, local candidato a Património da Humanidade, em seu redor desenvolveu-se uma vila termal única no país. Visitar o Luso e o Buçaco é entrar num cenário de filmes e livros, que inspiraram até Agatha Christie.

Conheça o roteiro dos sítios que não pode perder na vila termal do Luso e arredores!

No Luso:

Grande Hotel do Luso

O projeto do Grande Hotel é da autoria do arquiteto Cassiano Branco, um dos maiores vultos do modernismo português. Inaugurado em 1940, o hotel tem sabido reinventar-se, sendo hoje uma referência na região. Os elementos modernistas, os apontamentos Art Déco e a piscina olímpica merecem uma visita prolongada ao edifício.

Casino do Luso

Magnífico edifício do estilo Arte Nova, datado de 1886, que retrata a Belle Époque que então se vivia em Portugal. Além da riqueza arquitetónica, em todo o espaço da galeria do Casino está disponível o Núcleo Museológico da Sociedade da Água de Luso, onde se pode conhecer a história das fábricas Luso e Cruzeiro. As Termas e o Grande Hotel de Luso estão também representados através de uma variada mostra do seu património histórico e cultural.

Fonte dos Castanheiros

Fonte localizada num miradouro no Luso, que inclui uma escultura de pedra onde está representada uma criança a segurar um pote de onde sai a água.

No Buçaco:

Palace Hotel do Buçaco

Inserido no centro da Mata do Buçaco está um palácio que parece saído de um conto de fadas. Ideia do rei D. Carlos I, que queria ali um pavilhão real de caça, o projeto é da autoria do arquiteto italiano Luigi Manini, cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos. O edifício foi construído entre 1888 e 1907, sendo um esplendoroso exemplo do estilo neomanuelino. Escolhido pelos reis de Portugal para momentos marcantes, foi aqui que se realizou a derradeira cerimónia oficial da Monarquia Portuguesa, a 27 de setembro de 1910. Uma semana depois, a monarquia já não existia. Adaptado a hotel de luxo em 1917, é hoje um dos mais bonitos hotéis do mundo.

Mata Nacional do Buçaco

A Mata Nacional do Buçaco foi plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços, em inícios do século XVII. Apresenta cerca de 250 espécies de árvores e arbustos com exemplares notáveis, provenientes de todo o mundo. Localiza-se aqui um habitat único: o adernal, cuja distribuição mundial se circunscreve aos escassos hectares existentes no Buçaco. Um passeio pela Mata Nacional do Buçaco é uma experiência inesquecível!

Convento de Santa Cruz do Buçaco

O Convento de Santa Cruz do Buçaco foi construído entre 1628 e 1630 pela Ordem dos Carmelitas Descalços, que o ocupou de 1630 até 1834, data da extinção das ordens religiosas masculinas. Enquanto foi ocupado pelos frades, em isolamento, foi o centro de uma experiência de contemplação, oração e penitência. Recentemente requalificado, é de visita obrigatória.

Deserto dos Carmelitas Descalços (e Via Sacra)

Em redor do Convento de Santa Cruz, os frades carmelitas criaram um “deserto”, assim chamado devido ao isolamento em que viviam. Este deserto, que está na génese da Mata Nacional, tem vários pontos de interesse, como a Via Sacra: percurso que assinala, com legendas, os passos de Jesus desde a Sentença até ao Calvário.

Ermidas e Capelas

Dentro da mata existem 11 ermidas, que se destinavam aos frades que quisessem viver algum tempo fora do mosteiro e separados da comunidade. Assim como há três capelas que justificam uma visita prolongada.

Vale dos Fetos

O Vale dos Fetos é um dos recantos mais aprazíveis da Mata. O nome deve-se à presença de vários exemplares de fetos de porte arbóreo.

Fonte Fria

Outro local emblemático da Mata. Entre os séculos XVII e XIX, as linhas de água que se encontram na Mata do Buçaco foram alvo de várias intervenções, nomeadamente a construção de lagos e fontes, entre as quais a mais célebre é a Fonte Fria. As duas linhas de água predominantes da Mata unem-se nesta fonte, originando uma linha de água que percorre o Vale dos Fetos.

Portas de Coimbra, de Sula e da Rainha

A antiga cerca que circundava o deserto dos Carmelitas tinha duas portas situadas em lados opostos, a de Coimbra e a de Sula. Uma terceira porta, a da Rainha, era mantida sempre fechada pelos frades. São elementos arquitetónicos singulares.

Miradouro da Cruz Alta

Ponto mais alto da Serra do Buçaco, com 547 metros. É um local privilegiado para apreciar toda a paisagem do Buçaco e envolvências, avistando-se desde o Oceano Atlântico às Serras do Caramulo e da Estrela.

Miradouro do Moinho de Sula

Foi neste moinho que o general inglês Crawford, em 1810, estabeleceu o seu posto de comando durante a Batalha do Buçaco. O espaço constitui-se como um miradouro que proporciona ótimas vistas panorâmicas.

Museu militar do Buçaco e obelisco comemorativo da Guerra Peninsular

Museu que recorda a Batalha do Buçaco, que opôs o exército anglo-luso aos invasores franceses, em 1810. Dispõe de valiosas coleções de armas, uniformes e equipamentos utilizados na Batalha. O obelisco é um monumento que comemora a batalha do Buçaco e os feitos militares durante a guerra.

Mais para ver e fazer:

Degustar leitão e vinho da Bairrada na Mealhada

Mesmo junto ao Luso, a Mealhada é o destino ideal para um almoço ou jantar retemperadores. O famoso Leitão à Bairrada é aqui o rei incontestado, bem acompanhado dos premiados vinhos da região. Só tem de escolher o restaurante e/ou as caves para apreciar estes produtos tão genuínos!

Passear em Coimbra e Aveiro

Se prefere deslocar-se a uma cidade grande, Coimbra e Aveiro estão a poucos quilómetros de distância. Não faltam motivos de interesse, desde uma das mais antigas universidades da Europa, em Coimbra, aos canais da Ria de Aveiro.

Coimbra

Banhar-se na Praia de Mira, na Costa Nova ou na Figueira da Foz

Quem gosta de sol e praia tem também boas opções. A Praia de Mira (praia da Europa que ostenta há mais anos seguidos a Bandeira Azul) é a mais próxima, mas as encantadoras Costa Nova e Figueira da Foz estão também a pouca distância.

Costa Nova

Mais informações sobre as Termas de Luso aqui.

www.termascentro.pt

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