Estudos indicam que termalismo ajuda a reforçar sistema imunitário

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A associação que representa as estâncias termais da Europa publicou uma série de estudos em que destaca os benefícios da medicina termal, em particular da balneoterapia, como forma de reforçar as defesas imunitárias e, assim, reduzir o impacto de possíveis pandemias, atuais e futuras.

No contexto da pandemia de covid-19, a ESPA (Associação Europeia de Spas) publicou uma série de estudos em que destaca os benefícios do termalismo no reforço do sistema imunitário e combate ao coronavírus e outras infeções provocadas por vírus. Um estudo em especial, da autoria de Friedhart Raschke, médico da estância termal de Norderney (Alemanha), e Florian Braich, diretor da ABMA (Associação Americana de Medicina Balnear), demonstra que as mudanças no estilo de vida, induzidas pelos tratamentos termais, também resultam no fortalecimento das defesas imunitárias.

Os autores começam por explicar o papel da microcirculação no sistema imunitário. O sistema imunitário é mais eficaz quando as células imunitárias chegam rapidamente a qualquer parte do corpo, através de uma rede composta pela circulação sanguínea, pelo sistema linfático e por vários órgãos. A microcirculação é, assim, um fator muito importante na eficiência da imunidade.

Para fortalecer o sistema imunitário é, por isso, necessário estimular essa microcirculação. De acordo com os autores, as curas termais podem desempenhar esse papel, em especial quando conjugados com tratamentos auxiliares disponibilizados nas curas, nomeadamente a atividade física e o relaxamento, entre outros.

Os autores destacam ainda o papel das curas termais na prevenção de futuras pandemias, ao minorarem os sintomas de doenças crónicas – uma vez que doentes com doenças crónicas apresentam fatores de risco adicionais de infeção. O termalismo pode então, de acordo com a publicação, ajudar a fortalecer o sistema imunitário, ao estimular uma mudança duradoura no estilo de vida. O artigo defende que as curas termais apresentam, além dos tratamentos, a vantagem de proporcionar um afastamento de casa e, portanto, uma rutura com o estilo de vida por um período relativamente importante.

Para ser sustentável, a mudança no estilo de vida deve atender a quatro critérios, segundo os autores:

– Deve ser repentino. Ou seja, a evolução começa assim que o paciente faz a reserva da sua cura termal. O objetivo é não cair na tentação de voltar atrás e desistir.

– Deve ser drástico. Para eliminar hábitos prejudiciais, a mudança deve ser clara. Nessa perspetiva, estar afastado de casa durante a cura termal desempenha um papel importante na eficácia dos resultados.

– Deve ser reproduzível. Sabendo que o regresso a casa é inevitável, pretende-se que o programa seja replicável fora da estância termal.

– Deve ser tolerável. Aceitar a modificação do estilo de vida é essencial na prevenção de recaídas, principalmente porque pode ser difícil adotar simultaneamente mudanças na atividade física e nos hábitos alimentares. Na verdade, os autores acreditam que agendar curas termais regulares ajudarão a manter o novo modo de vida.

Adaptado de https://www.aquae-officiel.fr/

Estamos à sua espera nas Termas Centro!

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