Caldas da Rainha: as muitas histórias do hospital termal mais antigo do mundo

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Novo impulso nos dias de hoje

Tanto movimento motivou novas reformas no hospital termal. O arquiteto Rodrigo Berquô, diretor do hospital no final do século, e também presidente da autarquia, levou um novo abastecimento público de água à vila e construiu os esgotos na zona do hospital. O passeio da copa foi transformado no Parque D. Carlos, que abriu ao público em 1892. São também de sua iniciativa os pavilhões do Parque, imagem de marca do Hospital Termal, criados para receberem áreas de internamento da unidade hospitalar. Com as suas altas janelas, são um belo exemplo de arquitetura termal.

As novas construções, nomeadamente o seu custo elevado, foram indiretamente responsáveis pela fase atribulada que o hospital termal atravessou no final da monarquia. Só em pleno Estado Novo voltou a haver investimento, com a abertura de um balneário de 1.ª Classe, em 1939, dotado das mais modernas técnicas balneoterápicas. Durante o resto do século XX, pouco ou nada se fez de relevante no edifício.

É já no século XXI que os tratamentos termais nas Caldas da Rainha recebem um novo impulso, por intervenção da autarquia, concessionária do património termal desde 2015. Depois de décadas de indefinição, a estância termal reabriu em 2019, graças a um investimento avultado na requalificação do balneário novo. Para breve estão previstos novos investimentos, que pretendem devolver as o hospital termal das Caldas da Rainha à importância de outrora.

NOTA: Para a execução deste texto, foi fundamental a consulta do “Novo Aquilégio”, um site que disponibiliza um extenso inventário de nascentes portuguesas com reportados usos terapêuticos, das termas mais famosas às fontes menos conhecidas. Em www.aguas.ics.ul.pt.

Mais informações sobre as Caldas da Rainha aqui.

www.termascentro.pt

Leia também: 8 passeios a não perder nas Caldas da Rainha

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