À descoberta da fantástica vila de Almeida… e não só!

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Termas de Almeida – Fonte Santa

As águas minerais do complexo termal de Almeida brotam nas escarpas dos montes que formam o vale por onde corre o Rio Côa, a cerca de 3,5 km a noroeste da vila de Almeida. Envolvida por uma paisagem verde, é um ótimo destino para fugir ao stresse do dia-a-dia, recarregando energias através do bem-estar que um programa termal pode oferecer!

O complexo termal é constituído por uma área de tratamentos, ginásios, sauna, banhos turcos, gabinetes de massagem e uma área médica, tendo como principais vocações, para além do bem-estar e combate ao stress, o tratamento de doenças do aparelho respiratório, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas.

Além da oferta nos segmentos da saúde e bem-estar, a região oferece ainda um sem número de recursos culturais e naturais para serem explorados. Descubra alguns deles neste roteiro!

Termas de Almeida – Fonte Santa

Em Almeida:

Muralhas da Praça-Forte

As muralhas da praça-forte são o grande atrativo de Almeida. Melhor exemplo da arquitetura militar em Portugal, foram construídas nos séculos XVII e XVIII. Trata-se de um sistema defensivo com um total de 2.500 metros de muralhas, com a forma geométrica de uma estrela de doze pontas. As muralhas são rodeadas por um fosso com 12 metros de profundidade e 62 de largura.

Casamatas / Museu Histórico-Militar

As Casamatas, também conhecidas por Quartéis Velhos, estão no subsolo, debaixo do Baluarte de S. João de Deus. São vinte casas subterrâneas, constituídas em abóbada de volta perfeita, e que tinham a função de abrigar a população da vila em caso de necessidade, em tempo de guerra, e como armazém de víveres, em tempo de paz. Hoje, albergam o Museu Histórico-Militar, um excelente local para absorver a história de Almeida. Cada sala representa um período histórico, desde a pré-história até à 1ª Guerra mundial, com especial destaque para as Guerras Peninsulares, a invasão e o cerco de Almeida.

Ruínas do Castelo

Monumento Nacional desde 1928, as ruínas do castelo de Almeida são o que resta de uma imponente fortificação do século X, edificada no local mais alto da povoação. Em 1810, aquando das Invasões Francesas, Almeida foi cercada por tropas do general Massena. Sob o fogo da artilharia inimiga, o paiol de pólvora explodiu, arrasando o castelo medieval e parte da vila, além de matar e ferir mais de 500 pessoas. As ruínas do castelo podem ser visitadas através de uma escadaria em metal.

Portas Duplas de São Francisco

As portas da fortaleza são duplas, sendo cada uma delas aberta em arco. As Portas Duplas de São Francisco são das mais belas do país e possuem uma decoração peculiar, que a destaca de todas as outras. A Porta Exterior é já do séc. XIX, mas a Interior ou Magistral contém o portal monumental do séc. XVII. Ambas servem para orientar o visitante, remetendo a Sala de Armas da entrada da Praça-forte para o Museu Histórico-Militar de Almeida, do qual faz parte. No caso da Porta Magistral, distingue-se a cobertura à prova de bomba, com compartimentos para tropas e oficiais.

Portas Duplas de Santo António

Semelhantes às anteriores, apresentam cobertura abobadada à prova de bomba. No Corpo de Guarda da Porta Exterior está atualmente instalado o Centro de Estudos de Arquitetura Militar de Almeida, cuja principal missão é apoiar a investigação e apresentar a Fortaleza de forma didática.

Praça Alta e o túmulo de Beresford

Localizada no baluarte de Santa Bárbara, datado do séc. XVII e constituído por 23 canhoeiras, a Praça Alta é ponto mais elevado de toda a estrutura da fortaleza. Foi o centro nevrálgico para a vigilância das movimentações das tropas sitiantes. Hoje, é um local de eleição para o visitante contemplar a panorâmica da vila. Na Praça Alta encontram-se as plataformas para tiro de morteiro e o túmulo de John Beresford, oficial Inglês que dirigiu o exército português e que morreu em 1812, no segundo cerco de Ciudad Rodrigo durante as campanhas napoleónicas.

Picadeiro de El-Rei

Interessante espaço que já teve várias funções. É um picadeiro desde o século XX, com cavalariças onde se podem ver magníficos cavalos. A partir daqui, é possível andar a cavalo e de charrete pela vila.

Torre do Relógio

Torre datada de 1830, localizada no antigo Cemitério da Vila, nas imediações do castelo e de uma igreja destruída nas Invasões Francesas. O seu formato é quadrangular, com quatro aberturas sineiras.

Casa da Roda dos Expostos

A Casa da Roda dos Expostos é o local onde no século XIX eram colocados os “expostos”, crianças abandonadas pelas famílias. A “roda” era um mecanismo giratório, em madeira, com apenas uma abertura suficientemente larga para permitir a colocação da criança. Desta forma, ficava assegurado o anonimato da criança e de quem a entregava. A casa, de 1843, permanece intacta e é de visita obrigatória.

Também a não perder:

As 12 Aldeias Históricas de Portugal

Perdidas entre montes e vales da verdejante paisagem do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, há 12 singelas aldeias onde apetece perdermo-nos, para nunca mais nos encontrarmos. Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso: as Aldeias Históricas de Portugal são paraísos escondidos que nos levam numa viagem ao tempo de reis e rainhas, épicas e infinitas batalhas que escreveram a História como a conhecemos hoje. No território das Aldeias Históricas de Portugal há um sem fim de trilhos para caminhadas e percursos de bicicleta e BTT – como a Grande Rota 22 (GR), a maior rota de Walking & Cycling em Portugal, com cerca de 600 km.

Vilar Formoso – Fronteira da Paz

O museu “Vilar Formoso Fronteira da Paz, Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes” é dedicado à passagem dos refugiados por Portugal, durante a II Guerra Mundial. Portugal era um país neutral na II Guerra Mundial, desempenhando um papel crucial como ponto de passagem para os refugiados que fugiam aos horrores do Nazismo. Este é um museu muito emocional, mesmo ao lado da estação ferroviária de Vilar Formoso, e que tem seis núcleos expositivos: “Gente como Nós”, “Início do Pesadelo”, “A Viagem”, “Vilar Formoso – Fronteira da Paz”, “Por Terras de Portugal” e “A Partida”.

Pinhel, a “cidade-falcão”

Pinhel, a “cidade-falcão”, encontra-se rodeada por colinas, montes e a notável Serra da Marofa. É marcada por planaltos, fortalezas, monumentos e os vastos campos, verdes e férteis, de perder de vista!

Guarda, a mais alta

A cidade mais alta de Portugal, conhecida pelos 5 ‘F’ (Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa), merece uma visita prolongada. Não perca a imponente Sé Catedral e a Judiaria.

Gravuras rupestres do Vale do Côa

Os sítios de arte rupestre do Vale do Côa situam-se ao longo das margens do rio Côa, sobretudo no município de Vila Nova de Foz Côa mas também em Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda e Pinhel. Formam uma rara concentração de arte rupestre composta por gravuras em pedra datadas do Paleolítico Superior (22.000–10.000 a.C.), constituindo o mais antigo registo de atividade humana de gravação existente no mundo. O Parque Arqueológico do Vale do Côa organiza visitas a alguns núcleos de gravuras.

Coimbra

Mais informações sobre as Termas de Almeida – Fonte Santa aqui.

www.termascentro.pt

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